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Mostrando postagens com marcador Igreja no Mundo. Mostrar todas as postagens
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Pastor que se preocupa com ovelha ferida

Praça de São Pedro lotada e uma chuva se misturava a uma fumaça meio branca meio cinzenta. Há 2 anos, quando apareceu na janela da Basílica da São Pedro como o novo Pontífice da Igreja Católica, o cardeal Argentino Jorge Mario Bergolio era uma surpresa para alguns e uma incógnita para outros. A novidade não era só pela procedência (primeiro Papa do continente americano), mas o próprio nome que escolheu para si. Francisco, repleto de significados devido à sua importância num dos períodos mais críticos da história da Igreja. O pobrezinho de Assis reconstruiu a Igreja de seu tempo e, agora, o Novo Francisco é chamado a reconstruir a Igreja, começando pela cabeça dela.
Em 2 anos de pontificado, Francisco tem sido uma síntese da ternura e do vigor que a Igreja dos nossos tempos precisa. Ele não tem medido esforços para buscar as reformas de que a Igreja necessita para ser cada vez mais fiel na sua missão de evangelizar. Assumiu a Reforma da Cúria Romana como uma das prioridades do seu trabalho. A Reforma começou pela sua própria vida. Abriu mão de privilégios e direitos e tem procurado uma vida mais austera e simples na qualidade de líder máximo da Igreja. Abriu mão dos seus aposentos para viver na Santa Marta com outros cardeais. Pediu rigor nas contas e gastos do Vaticano e total transparência na vida financeira da instituição. Não passou a mão na cabeça, nos erros e nas falhas que ela tenha cometido e decretou tolerância zero em relação à pratica de pedofilia por parte de qualquer um dos seus membros.
Francisco não tem focado seu ministério em viagens apostólicas, mas as poucas que fez foi repleta de significados e esperança. A primeira delas foi por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, aqui no Brasil, com poucos meses à frente da Igreja. Ele foi ao encontro do povo, dos jovens e dos mais sofridos. Ofereceu colo, afeto e a força do diálogo a todas as esferas da sociedade. Sua presença na Coreia do Sul e também nas Filipinas foi festiva e, ao mesmo tempo, sinal de um novo tempo para a Igreja no continente asiático. Francisco foi à Terra Santa como continuação do gesto que fez os seus predecessores, porém, mais do que focar sua viagem no fato de estar nos “lugares santos”, ele buscou ser uma ponte para o diálogo tenso entre palestinos e israelenses, e mostrou que a maior força da fé cristã é a promoção da pessoa humana e a paz entre os povos.
Líderes de todos os continentes já foram ao encontro do Papa Francisco. Ele tem sido um símbolo e uma força para a superação de conflitos históricos para a humanidade. Sua mediação foi fundamental para a aproximação entre EUA e Cuba e, sobretudo, para a retirada do embargo que havia de um país sobre o outro, após décadas sem nenhum diálogo ou aproximação. No Parlamento Europeu, ele foi a voz dos países mais pobres e a presença de comunhão e solidariedade entre as nações.
No papel de líder da maior religião em números demográficos, a evangelização tem sido o carro-chefe de sua missão. Francisco não promove o sectarismo nem a exaltação da doutrina e da moral católica como o bem maior da Igreja. Francisco se preocupa com a pessoa humana. Com sua dignidade e seus valores, combate toda e qualquer forma de cultura política, econômica ou religiosa que não privilegie o ser humano e sua dignidade. Ele não veio para mudar uma vírgula da Doutrina Católica, mas questiona seus métodos e meios de aplicação para os tempos de hoje. Sua atuação pastoral revela um Papa pastor que se preocupa com a ovelha machucada e excluída. Seu maior desafio não é promover a Igreja, mas sim os valores cristãos para uma sociedade secularizada e, muitas vezes, indiferente e machucada com as religiões.
Por Padre Roger Araújo via Canção Nova

Santa Sé condena uso de crianças-soldado no Oriente Médio

O Observador Permanente da Santa Sé junto às Nações Unidas em Genebra, Dom Silvano Tomasi, discursou, na manhã desta terça-feira, 17, durante a 28ª Sessão do Conselho dos Direitos Humanos. A plenária do Palácio das Nações foi aberta para as considerações dos países após a apresentação do relatório da Comissão Internacional Independente de Investigação na República Árabe da Síria.
As investigações apontaram que, desde o início da guerra na Síria, 4 anos atrás, cerca de 10 milhões de pessoas abandonaram o país. Destes, cerca de 3 milhões – principalmente mulheres e crianças – são hoje refugiados nos países vizinhos.
Crianças-soldado
Dom Tomasi citou as fontes que revelam como as crianças sofrem as brutais consequências do conflito, sendo recrutadas, treinadas e usadas em combate, até mesmo como escudos humanos em ataques militares.
“O autoproclamado Estado Islâmico (EI) piorou ainda mais esta situação treinando e usando crianças como kamikazes, matando crianças de outras religiões e etnias, vendendo crianças como escravas, executando grandes números de meninos e outras atrocidades”, denunciou o arcebispo.
Apólides
Hoje, no mundo, são 10 milhões de crianças apólides, ou seja, que não têm uma nacionalidade. A ONU aponta que ao menos 30 mil crianças fugidas da Síria hoje estão no limbo daquelas sem cidadania.
Destas, 3,5 mil não têm família ou identidade. “São crianças-fantasma”, destacou Dom Tomasi, ao dizer à Comunidade Internacional que simplificar os mecanismos e as exigências para o registro é um passo para resolver a chaga das crianças apólides.
Educação
Ao terem uma identidade, estas crianças precisam de educação, aponta o Observador da Santa Sé. O relatório mostrou que ao menos 5 mil escolas foram destruídas na Síria, onde mais de 1,5 milhão de estudantes não tem mais acesso aos estudos.
“O EI ainda fechou uma grande quantidade de escolas em regiões por ele controlada”, recordou Dom Tomasi ao advertir que “a Comunidade Internacional, como um todo, parece ter menosprezado a extensão da crise na Síria”.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano
 
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